quarta-feira, 16 de novembro de 2011

DOENÇAS


                                              DOENÇAS DOS MINI-COELHOS

Doença Hemorragica Viral -
A Doença Hemorrágica Viral (DHV) é uma doença infecto-contagiosa causada por um calicivírus, que afecta os Coelhos.
A DVH é altamente contagiosa, transmitindo-se quer por contacto directo, quer indirecto (através de objectos contaminados, roedores e insectos).
Os objectos contaminados se não forem lavados e desinfectados podem ser uma fonte de contágio mesmo após a eliminação dos animais doentes.
Os animais afectados morrem muitas vezes sem apresentar quaisquer sinais clínicos, outras vezes apresentam sintomas neurológicos (incoordenação, excitação) e por vezes hemorragias pelo nariz ou outros orifícios naturais.
Os sintomas manifestam-se cerca de 48 horas após a infecção.
A mortalidade pode variar entre os 50 e 100%.
Os coelhos que sobrevivem à doença permanecem como portadores e podem continuar a excretar vírus durante aproximadamente um mês.
A prevenção da doença faz-se através da vacinação e controlo de insectos e objectos contaminados.
Os coelhinhos podem ser vacinados a partir dos dois meses de idade e devem fazer um reforço um mês depois.
As revacinações são normalmente anuais.


Mixomatose:A doença começa por afetar as pálpebras, provocando uma forte biefarite (inflamação da conjuntiva e das pálpebras) e edema; posteriormente a infecção estende-se a toda a cabeça (orelhas, especialmente), deformando-a visivelmente ao ponto dela adquirir o típico aspecto «leonino». Ao mesmo tempo aparecem nódulos subcutâneos ou pequenos tumores localizados em especial nas extremidades e nos órgãos genitais. Depois de uns poucos dias de doença os indivíduos atacados morrem, muitas vezes tolhidos de paralisia.

A mixomatose é uma doença que apresenta escassíssimas probabilidades de cura e que tem um índice de mortalidade muito elevado, por conseqüência, deve evitar-se em absoluto que a doença se propague. Para este fim existem no comércio especializado vacinas anti-mixomatose.



SARNA : É esta uma doença comumente encontrada nas criações de coelhos, cujo rápido contágio facilita em pouco tempo a propagação da moléstia entre todos os animais. A sarna auricular é uma moléstia parasitária ocasionada por dois parasitas, Psoroptes communis e Chorioptes cuniculis, os quais se localizam dentro do ouvido do coelho, na parte profunda da pele, chegando muitas vezes a provocar a morte do animal quando não tratado em tempo.

A primeira manifestação de sarna de orelha começa pelo aparecimento de forte irritação, no interior de um dos ouvidos do coelho, seguida de inflamação e formação de uma secreção espessa, que em poucos dias torna-se serosa e amarelada. Com a continuação da moléstia, esta serosidade se engrossa cada vez mais, havendo formação de crostas ou escamas de côr amarelo-pardo, aderentes à parte interna da orelha fechando completamente o ouvido do animal.

Coccidose Hepática

Esta moléstia, muito freqüente nas criações de coelhos causa sempre grandes prejuízos aos criadores, pela grande mortalidade que produz entre os animais.

De um modo geral, todos os coelhos são atacados pela coccidioso, mas ela atinge de preferência os coelhos de 2 a 4 meses, onde a mortalidade é maior. Os coelhos adultos, quando atingidos pela moléstia, são bem resistentes, tornando-se muitas vezes, portadores da coccidiose. Esses animais são assim chamados porque, mesmo não apresentando o sintoma da moléstia, são os propagadores da mesma, pela eliminação do micróbio da coccidiose pelas fezes. Desse modo, é fácil a propagação da coccidiose através dos alimentos, água, coelheiras e até pelo próprio tratador. Entretanto, para que o micróbio da coccidiose esteja em condições de contaminar os animais, é preciso que o mesmo apresente modificações tais, facilitadas pelo calor e umidade, a partir do momento em que os parasitas são expelidos pelo coelho doente até o momento de serem ingeridos pelos coelhos sãos. Assim, a contaminação só será feita quando o micróbio da coccidiose sofrer as transformações necessárias ao seu amadurecimento durante três dias mais ou menos. Antes desse tempo, os micróbios da coccidiose não transmitem a moléstia quando ingeridos pelos coelhos sãos, por não estarem maduros. A constatação da moléstia é feita pelos seguintes sintomas: tristeza e abatimento dos coelhos, falta de apetite, pêlos arrepiados, diarréia, ventre aumentado de volume; em alguns casos há convulsões e paralisia das patas. A morte do animal poderá dar-se em dias ou dois a três meses. Entretanto, o diagnóstico certo da coccidiose só poderá ser feito com exame de laboratório, devendo o criador enviar o coelho morto ou doente ao Instituto Biológico, onde serão feitos os exames necessários

Nenhum comentário:

Postar um comentário